Seja num ponto de venda físico ou numa loja digital, um produto ou serviço tem hoje de competir pela atenção dos consumidores. Para isso, o design de uma embalagem é decisivo e há seis aspectos a ter em conta.
Num mercado cada vez mais competitivo, o packaging – tudo o que está relacionado com a embalagem – é um aspecto critico para diferenciar uma marca. Um design eficiente pode contribuir para reduzir os custos operacionais, melhorar o produto, facilitar a reposição nas lojas, aumentar vendas, etc. Sim, uma embalagem competente tem muitas vantagens e permite captar a atenção do consumidor, já que ajuda a apelar às emoções, registo cultural e preferências. Estes seis aspectos são essenciais para o design de uma embalagem de sucesso.
1. A embalagem deve destacar-se por si mesma. Ao criar uma embalagem, o design precisa integrar elementos de identificação capazes de determinar a escolha e compra do produto e torná-lo inesquecível. As embalagens podem apresentar uma ampla variedade de formas, cores, modelos e materiais, e fazem parte da nossa vida diária de diversas maneiras – algumas conhecidas, outras de influência bem mais sutil. Mas todas se destacam de forma única. A mensagem a passar deve criar uma ligação entre o consumidor e a marca. Deve cumprir ainda a parte prática de identificar, proteger, comercializar e ajudar a transportar o produto.
2. Marca e propósito claros. As embalagens devem ir ao encontro das necessidades do cliente, caso contrário ninguém irá comprar. Através do design deve informar sobre o que consite o produto e qual a sua finalidade. É a forma de ajudar quem compra pela primeira vez e ainda não está familiarizado com a marca ou produto.
3. Despertar emoções. Os consumidores são sensíveis a embalagens que provocam emoções – sejam fortes ou fracas, positivas ou negativas. As emoções têm um papel fundamental no nosso dia-a-dia. Ajudam-nos a tomar decisões e despertam memórias. E isso também está relacionado com os produtos que consumimos. O design, através da cor, tipografia, material e forma, ilustração ou rótulos pode ajudar a despertar sentimentos na mente do consumidor. Leva-o a agir e a comprar.
4. Inovar e diferenciar. Pense na Coca-cola, Apple ou Nike, três exemplos muito fortes. Quanto mais icónico o design for, mais fácil será para o consumidor identificar o produto. Ao competir com outras marcas, nas prateleiras do ponto de venda ou online, é importante que o design contribua para que se destaque. Não necessita de ter cores ousadas ou uma tipografia berrante. Estude os produtos da concorrência e os casos de maior sucesso. Escolha um formato de embalagem diferente ou uma maneira inteligente de apresentar o seu produto. Pode apostar numa cor inovadora, pouco comum ou usar um layout não tradicional. Embora haja espaço para a criatividade, o design deve ser apropriado para o segmento de produto e à indústria em que está enquadrado. Assim, vai evitar confusão sobre como o produto deve ser usado.
5.Destacar os benefícios. Os rótulos da embalagem devem ser simples e informativos. Deve incluir os benefícios para a saúde, valores da empresa e sustentabilidade. Tanto a embalagem como o design devem refletir os atributos exclusivos do produto. Por exemplo: se um produto alimentar tiver baixo teor de açúcar, for orgânico ou à base de plantas, deve dizê-lo claramente.
6.Pense na utilização. A embalagem do produto deve melhorar a experiência de utilização. Por isso, deve ter em conta as circunstâncias em que o produto vai ser usado. Uma escolha errada pode ter um impacto direto e negativo nas vendas e levar à perda de clientes fiéis.
Como vimos até aqui, o design da embalagem não serve apenas para conservar o produto de forma adequada. Deve incluir elementos obrigatórios, como os ingredientes ou informações nutricionais, assim como códigos de barras e outros aspectos necessários. É também um elemento importante da estratégia de marketing. É que as marcas que se apresentam ao mercado com embalagens que tocam todos estes elementos-chave, ganham vantagem sobre os seus concorrentes.
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